A FELICIDADE ESTÁ NAS PEQUENAS
COISAS
Eu
descansava deitada no sofá da sala enquanto cuidava de Duda.
Ela é
uma criança calma e é extremamente agradável estar com ela.
Qualquer
coisa a diverte. Adora os potes de louça onde minha mãe guarda bugigangas.
Ela
despeja o conteúdo dos potes no tapete e se distrai assim.
Ora vai
até o telefone. Pega o fone, faz de conta que está falando, o deposita de
volta, bate palmas pra si mesma. Logo já está procurando outra coisa pra fazer.
Adora
os porta-retratos. Manda beijos para o bisavô que não chegou a conhecer. Para
os primos que moram distante.
Apesar
de muito esperta são poucas as palavras que ela pronuncia, mas se faz entender
perfeitamente com olhares e gestos.
Naquela
manhã ela ficou comigo e eu simplesmente absorvia o prazer intenso de cuidar de
uma criança depois de tantos anos.
Com a
cabeça apoiada nas almofadas eu fingia dormir. Ela se aproximava devagarzinho e
com as mãos minúsculas acariciava minha face.
Deslizava
os dedinhos numa carícia tão espontânea.
Depois
ela depositou um beijo leve no meu queixo.
Então
não resisti. Parei de fingir que estava dormindo e a puxei para meu colo.
Pequena
Eduarda, olhos encantadores.
Minha
sobrinha neta!
Pensei
que a felicidade está nas coisas pequeninas.
Naqueles
momentos únicos.
Na
ternura de duas mulheres com idades tão distantes.
A olho
e recordo quando meu irmãozinho nasceu. Hoje ele é o avô de Duda. Se bem que o
filho o fez avô bem jovem. Ele tinha apenas quarenta anos quando a neta lhe
chegou.
Ela
veio trazer tanta alegria. Enfeita a nossa vida de poesia.
É a
esperança de um mundo melhor.
sonia delsin

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