FOI UM PESADELO?
Um
homem sem rosto se aproximou de mim.
Em suas
mãos trazia uma faca afiada.
Eu via
aquela lâmina brilhando.
Ela
vinha em minha direção.
Tudo
era escuridão.
Por
todo canto uma bruma dominava.
Ao
longe, muito ao longe eu via umas luzes opacas.
Como os
lampiões de antigamente.
Eu me
sentia noutro país, noutra época.
Sabia
ser eu. Sentia meu corpo todo trêmulo.
Sabia
que meus cabelos e vestimentas estavam em desalinho.
A
sensação era de que um monstro me atacava.
Imobilizada
pelo pavor eu o via se aproximando, se aproximando.
Acordei
e estava suando.
Devo
ter gritado muito porque acordei completamente rouca.
O peito
doendo tanto que cheguei a tocá-lo para confirmar se não havia um ferimento.
Espreguiçando
na cama fiquei tentando captar o presente momento.
Tentei
afastar as tensões que o pesadelo havia me provocado.
Fiquei
ouvindo as vozes de uma manhã que acordava.
Aos
céus eu ofertava o meu ser que renascia naquela manhã que despontava.
Claro
que foi só um pesadelo. Aquela faca me feriu de morte numa outra era talvez, eu
pensei...
Cruzes!
Será esta uma recordação medonha que guardei?
sonia delsin

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