UM
SINO... UMA MANHÃ... UMA RUA
A chuva
da noite lavou a rua.
Eu
seguia pelas calçadas e notava os paralelepípedos límpidos. A chuva os tinha
lavado.
As
árvores estavam frescas e as casas muito úmidas.
Andava
por um bairro antigo da cidadezinha onde nasci.
O
silêncio me invadia e pela rua refletindo eu seguia.
De
repente badaladas interromperam a quietude da manhã.
Foram
sete as badaladas.
Os sons
eram os do sino e dos meus passos na calçada.
Eu e Eu
a conversar. A dialogar naquela manhã que começava a acordar.
O som
metálico me parecia retumbar mesmo depois de silenciar.
Recordava-me
outro tempo. Outro lugar.
Meu cérebro quer tudo
registrar e meu coração tudo guardar...
sonia delsin

Nenhum comentário:
Postar um comentário