sexta-feira, 16 de maio de 2014



ATAQUE

Elas me atacaram.
Hoje me lembrei daquele dia.
Mas a culpada fui eu que fui mexer onde não devia.
Nos alicerces de pedra fui xeretar.
Bem onde as cassunungas costumavam se instalar.
Que horror!
As vespas venenosas entravam no interior de meu vestido.
Picavam meus braços e pernas, mãos e pés.
Minha face, o couro cabeludo, tudo.
Nada era poupado.
Em espantá-las meu trabalho era dobrado.
Era uma confusão de tapas, mãos, esperneações; cabelos esvoaçando e gritos.
Gritava, berrava e minha mãe demorava.
Claro! Perto de mim ela não se encontrava.
Numa chácara naquele tempo eu morava.
Mas ela chegou pra me socorrer. Que cena dura de ver. Pois uma filha um ataque estava a sofrer.
Com anil meu corpo todo banhou e com pinças os ferrões ela tirou.
Depois... bem depois fiquei toda inchada e acamada.
Hoje quando me lembro dou risada.



sonia delsin 

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